DE QUARENTENA COM O DANIBOY – parte 2

Olá pessoal!

Como vocês já sabem, o autodefensor Daniel, mais conhecido como Daniboy, tem um canal do Youtube e gostaria de mandar um recado pra vocês:

Assista o quarto episódio clicando no vídeo abaixo:

Assista o quinto episódio clicando no vídeo abaixo:

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CANAL DO DANIBOY: https://www.youtube.com/channel/UC7ljc1zHtUkNOCR7Fkft96Q

O querer é poder, mesmo que leve mais tempo que o normal

Meu nome é Philippe Crawford, tenho 21 anos de idade. Participo do grupo de autodefensores há dez anos, onde aprendemos sobre nossos direitos. Evolui bastante e pude trocar com outras pessoas com deficiência intelectual experiências de vida.

Meu sonho sempre foi fazer faculdade de Educação Física e claro dar aulas quando me formar. Me dediquei e fui fazer cursinho para prestar vestibular. Sim, pessoas com deficiência intelectual podem ir muito além do que acreditam. No cursinho da Poli não percebi nenhuma forma de preconceito, muito pelo contrário fui bem acolhido pelos professores e funcionários. O material que se usa para estudar é ótimo, e o que faz a diferença no meu aprendizado são os professores; eles que tornam as atividades mais acessíveis para minha compreensão.

Claro que tenho o privilégio de ter uma família que me apoia e me incentiva, pois sei que nem todas as pessoas com deficiência podem contar com esse apoio. E esse é meu papel ajudar outras pessoas com deficiência intelectual a entender, buscar e acreditar nos seus direitos.

Minha rotina de aula é comum de qualquer jovem sem deficiência, pois todos estão lá para aprender e tirar o máximo dos professores além das aulas que são maravilhosas. Os alunos cooperam muito uns com os outros o cursinho tem reunião com os coordenadores de ensino semanalmente onde é perguntado com estão indo, quais as dificuldades, avaliações do curso e dos professores. Também gosto de passear, ir shopping, assistir futebol como um bom são paulino, faço coleção de bonecos de super heróis e tenho meus sonhos e medos como qualquer jovem da minha idade.

Ano passado fiz o ENEM e recebi atendimento especializado em condições favoráveis. Tive uma hora de tempo extra para finalizar a prova, um professor para me ajudar a interpretar o texto e preencher o gabarito, se necessário. Inclusive, dei entrevista para TV Brasil falando da importância de respeitar a condição individual de cada pessoa com deficiência.

Eva, uma das professoras do cursinho da Poli foi entrevistada por mim e pedi para que ela falasse sobre a inclusão dentro da Poli: “o curso da Poli sempre trabalhou com alunos com deficiência, sempre. Já trabalhamos com pessoas de baixa visão, autismo, com deficiência auditiva. A meta da Poli é a inclusão. O material de estudos é adaptado para que seja garantida a inclusão da pessoa com deficiência que frequenta nosso cursinho. Tivemos um aluno com autismo que entrou para faculdade depois de frequentar nossas aulas e esse ano se forma. Essas experiências vão colaborando para uma sociedade mais inclusiva”.

Autor

Philippe Crawford – Autodefensor

DIA 21 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA SINDROME DE DOWN

Olá galera!

Pra quem não sabe, ontem foi o Dia Internacional das pessoas com Síndrome de Down. Ontem foi um dia muito especial e vamos continuar nessa luta pelos direitos e igualdade das pessoas com deficiência, porque juntos vamos fazer a diferença no mundo e na sociedade.

Dia 21 de março (mês 03) foi escolhido para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down por um motivo muito legal. Como a Síndrome de Down é causada porque a pessoa tem três cópias do cromossomo 21 em vez de duas, a data 21/03, simboliza então a Síndrome de Down, que são os 03 cromossomos 21 que a pessoa com Síndrome de Down tem.

A ideia é que este dia sempre faça as pessoas lembrarem sobre a causa da Síndrome de Down e que o mundo todo organize atividades, ações e eventos para que todo mundo tenha consciência sobre a causa e ajude na garantia dos direitos.

Nós, pessoas com deficiência intelectual e síndrome de down, mostramos para o mundo que somos capazes de fazer o que a gente quiser, somos jovens e adultos e aprendemos sobre a nossa autonomia, sobre como andar na rua e de transportes públicos, por exemplo.

Antigamente, nós pessoas com deficiência e síndrome de down, não tínhamos o direito de ter nossa autonomia e hoje em dia temos todos os direitos, como qualquer cidadão.

Seguimos juntos e por isso faremos um mundo bem melhor!

Autores:

Daniel

Jefferson

HOMENAGEM À JULIANA DE MELLO GAY

Homenagem feita em nome do grupo de Autodefensores do Instituo Jô Clemente, a Juliana de Mello Gay, antiga autodefensora.

“Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de ruim” – Buda

Em nome do grupo, algumas palavras do autodefensor Daniel:

Áudio: Daniel

Crédito da imagem: Pessoas foto criado por wirestock – br.freepik.com

AUTODEFENSORES SOBRE O DECRETO Nº 10.502, DE 30 DE SETEMBRO DE 2020 – Política Nacional de Educação Especial

Nós, autodefensores, diante do Decreto nº 10.502 de 30 de setembro de 2020, achamos muito importante fazer um pronunciamento com a nossa opinião, a opinião da pessoa com deficiência, sobre as mudanças apresentadas.

Confira o posicionamento do Daniel, autodefensor, no vídeo abaixo:

Agora, confira também o posicionamento da autodefensora Joyce sobre o tema, no vídeo abaixo:

É muito importante dar voz e saber ouvir a pessoa com deficiência na hora de fazer uma política pública para nós, como a própria Organizações das Nações Unidas (ONU) diz: Nada sobre nós, sem nós.

ALÉM DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, QUEM SOMOS NÓS? APRESENTANDO JOYCE LIMA FERREIRA

Oi gente! Meu nome é Joyce, tenho 22 anos, fiz um vídeo pra vocês me conhecerem e estou convidando todos para verem o meu vídeo!

Agradeço a todos, um abraço.

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Além da deficiência intelectual, quem somos nós? apresentando daniel chusyd

Olá ! Sou Daniel Chusyd, tenho 29 anos e sou um dos autores do blog. Quer me conhecer melhor? Assista o meu vídeo abaixo!

Um grande abraço!

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Já ouviram falar da deficiência intelectual?

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados de 2011, cerca de 1 bilhão de pessoas, ou seja, 24% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Isso representa 1 a cada 7 pessoas no mundo. No Brasil, de acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 2.661.536 pessoas com deficiência intelectual.

Pessoas com deficiência intelectual são importantes para nós. A deficiência não deve ser vista como um problema. Algumas pessoas tem mais dificuldade de aprender e fazer amigos, mas elas vão no tempo delas, superando as dificuldades.

A palavra deficiência é uma palavra muito importante. Uma palavra forte. Mexe com as pessoas, mas é uma palavra bonita. Porque as pessoas que não tem deficiência, também tem algumas dificuldades.

A palavra intelectual tem a ver com o intelecto, com o raciocínio. Tem a ver com compreender e aprender, fazendo as coisas no seu ritmo e tempo.

Para saber se você tem deficiência intelectual, a pessoa deve procurar um médico para diagnóstico para ver se você tem deficiência intelectual ou não. Um dos sinais pode ser se a criança demora para sentar, andar, falar ou tem dificuldades para aprender alguma atividade, principalmente na escola.

Algumas das características das pessoas com deficiência intelectual podem ser:

• Dificuldade no planejamento
• Demora para decorar/gravar
• Demora para aprender
• Compreende um pouco devagar

“Eu tinha muita dificuldade quando eu era pequeno em andar, falar e dificuldade na escola” – Daniel

Não necessariamente a pessoa com deficiência intelectual tem dificuldade para ler e para escrever, isso depende muito e vai de pessoa para pessoa. Algumas aprendem mais rápido, outras demoram um pouco mais. Cada pessoa aprende no ritmo dela.

Alguns exemplos de coisas e situações que ficam difíceis para a pessoa com deficiência intelectual entender são:

• Os livros das escolas, porque são muito formais
• Assistir jornal também é ruim porque é muito formal
• Nos seminários, as falas e os slides são muito formais e por isso, se tornam desinteressantes e difícil de prestar atenção

“Eu tinha dificuldade com textos de literatura e matemática, mas eu fui dominando conforme o tempo.” – Philippe

A pessoa com deficiência intelectual precisa ter mais apoio nas atividades para ela conseguir aprender de forma mais fácil. Falar pausadamente, ter paciência, utilizar palavras menos formais (e mais acessíveis) e utilizar imagens ajudam muito na hora de aprender.

“As vezes a gente acaba sendo o apoio do apoio, porque a gente sabe como é a dificuldade e sabe como ajudar.” – Roni

Existem pessoas com deficiência intelectual que ainda não aceitam a deficiência, então aqui vai alguns conselhos sobre como lidar com isso:

“Não tem como mudar isso porque não é um machucado nem uma doença, não é algo tratável, nem algo ruim. Nós não estamos aqui por acaso, nós estamos aqui numa missão para tornar o mundo acessível e melhorar as estruturas que já existem.” – Roni

“A gente precisa trazer mais coisas acessíveis para as pessoas com deficiência. Você não se aceitando, você esta sendo preconceituoso. Você precisa se aceitar e aceitar as pessoas como elas são.” – Dani

“Para com isso, porque o preconceito não é legal. É muito ruim.” – Ricardo

“Seja você mesmo, porque você vai chegar aonde você quiser sendo você mesmo, não precisa mudar nada.” – Philippe

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