VOTAR É TER VOZ!

Podemos sim votar!!!

Podemos votar e ter o direito de escolher aquele político que mais chama a nossa atenção. Nós votamos para ter um mundo melhor e temos o direito de escolher as pessoas que vão nos ajudar ao longo da nossa vida.

O voto é para escolher um representante dentro da democracia, ou seja, é uma forma de participar da política e fazer com que a nossa voz seja ouvida pela sociedade. Todas as pessoas acima de 16 anos tem o direito de votar: analfabetos, pessoas com deficiência, senhores e senhoras, jovens podem também votar.

Antigamente as famílias não deixavam as pessoas com deficiência votar, por conta delas serem interditadas, mas hoje nós pessoas com deficiência temos o direito de votar. A interdição fez com que a maioria das pessoas com deficiência intelectual ficassem longe de assuntos importantes como votar. A situação é triste, pois a maioria das famílias que tem uma pessoa com deficiência, não as incentivam a votar. É muito importante a sociedade saber que temos a capacidade de pensar e avaliar em que iremos dar o nosso voto, pois temos autonomia pra isso. Seria muito importante as famílias nos ouvirem com sensibilidade e nos incentivar, pois a maioria de nós precisamos sim apoio.

Qualquer pessoa que tem um plano político pode se candidatar a ser deputado estadual, deputado federal e qualquer outro cargo. Todas as pessoas com deficiência intelectual ou alguma outra deficiência podem participar como eleitores, como candidatos também.

Para você saber em quem votar é só ver o horário eleitoral e escolher o candidato que pode fazer o melhor no nosso país, só não esquecer de anotar o número pra votar tranquilamente. Depois isso, é importante continuar acompanhado o nosso candidato depois da eleição, para ver se ele esta cumprindo com o que ele prometeu durante a campanha.

Autores:

Daniel
Lucas
Vitoria
Jefferson
Ronie
Philippe

Fonte da imagem: Designed by pikisuperstar / Freepik

Já ouviram falar da deficiência intelectual?

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados de 2011, cerca de 1 bilhão de pessoas, ou seja, 24% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Isso representa 1 a cada 7 pessoas no mundo. No Brasil, de acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 2.661.536 pessoas com deficiência intelectual.

Pessoas com deficiência intelectual são importantes para nós. A deficiência não deve ser vista como um problema. Algumas pessoas tem mais dificuldade de aprender e fazer amigos, mas elas vão no tempo delas, superando as dificuldades.

A palavra deficiência é uma palavra muito importante. Uma palavra forte. Mexe com as pessoas, mas é uma palavra bonita. Porque as pessoas que não tem deficiência, também tem algumas dificuldades.

A palavra intelectual tem a ver com o intelecto, com o raciocínio. Tem a ver com compreender e aprender, fazendo as coisas no seu ritmo e tempo.

Para saber se você tem deficiência intelectual, a pessoa deve procurar um médico para diagnóstico para ver se você tem deficiência intelectual ou não. Um dos sinais pode ser se a criança demora para sentar, andar, falar ou tem dificuldades para aprender alguma atividade, principalmente na escola.

Algumas das características das pessoas com deficiência intelectual podem ser:

• Dificuldade no planejamento
• Demora para decorar/gravar
• Demora para aprender
• Compreende um pouco devagar

“Eu tinha muita dificuldade quando eu era pequeno em andar, falar e dificuldade na escola” – Daniel

Não necessariamente a pessoa com deficiência intelectual tem dificuldade para ler e para escrever, isso depende muito e vai de pessoa para pessoa. Algumas aprendem mais rápido, outras demoram um pouco mais. Cada pessoa aprende no ritmo dela.

Alguns exemplos de coisas e situações que ficam difíceis para a pessoa com deficiência intelectual entender são:

• Os livros das escolas, porque são muito formais
• Assistir jornal também é ruim porque é muito formal
• Nos seminários, as falas e os slides são muito formais e por isso, se tornam desinteressantes e difícil de prestar atenção

“Eu tinha dificuldade com textos de literatura e matemática, mas eu fui dominando conforme o tempo.” – Philippe

A pessoa com deficiência intelectual precisa ter mais apoio nas atividades para ela conseguir aprender de forma mais fácil. Falar pausadamente, ter paciência, utilizar palavras menos formais (e mais acessíveis) e utilizar imagens ajudam muito na hora de aprender.

“As vezes a gente acaba sendo o apoio do apoio, porque a gente sabe como é a dificuldade e sabe como ajudar.” – Roni

Existem pessoas com deficiência intelectual que ainda não aceitam a deficiência, então aqui vai alguns conselhos sobre como lidar com isso:

“Não tem como mudar isso porque não é um machucado nem uma doença, não é algo tratável, nem algo ruim. Nós não estamos aqui por acaso, nós estamos aqui numa missão para tornar o mundo acessível e melhorar as estruturas que já existem.” – Roni

“A gente precisa trazer mais coisas acessíveis para as pessoas com deficiência. Você não se aceitando, você esta sendo preconceituoso. Você precisa se aceitar e aceitar as pessoas como elas são.” – Dani

“Para com isso, porque o preconceito não é legal. É muito ruim.” – Ricardo

“Seja você mesmo, porque você vai chegar aonde você quiser sendo você mesmo, não precisa mudar nada.” – Philippe

Autores:

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21 de setembro – Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Dica importante: Se você não conseguir entender esse texto, peça ajuda para alguém da sua
confiança, ler junto com você. Tenha uma ótima leitura :)!.

Hoje comemoramos o dia nacional da luta das pessoas com deficiência! Essa luta não é apenas das pessoas com deficiência, e sim da sociedade como um todo.

Quando pensamos sobre deficiência, de acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ela é resultado da ” interação entre pessoas com deficiência e as barreiras devidas às atitudes e ao ambiente que impedem a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.” Ou seja, a deficiência não esta em uma pessoa, e sim em como ela se relaciona com a sociedade. Por isso, é importante entender que somos todos responsáveis por diminuir as barreiras e garantir um mundo acessível a todos.

“Nesse dia o nosso dever é de lutar por essas pessoas com deficiências, contra preconceito, bullying, violência. E esse dia também nos faz lembrar dos nossos direitos e da nossa importância dentro da nossa sociedade” – Alexandre Ribeiro, autodefensor.

“Pra esse dia representa, que união e força, que cada dia a gente una nossas forças e que a gente batalhe contra os preconceituosos.” – Daniel, autodefensor.

“A luta das pessoas com deficiência é para acabar com qualquer tipo de preconceito” – Jefferson, autodefensor.

“Passa ano, passa gerações, passa século, mas as gerações continuam lutando contra o preconceito a pessoa com deficiência intelectual” – Eliano, autodefensor.

“Nada é mais deficiente que o preconceito e nada mais eficiente que o amor. A maior deficiência não está no corpo do deficiente físico, mas, na alma do preconceituoso” – Wellington, autodefensor.

“Hoje é o dia 21 de Setembro, onde se comemora o dia Nacional da luta das Pessoas com Deficiência.
Essa data precisa ser muito bem lembrada, pois veio com muita batalha. Amanhã é dia 22, ontem era dia 20, sim, nossa luta é todos os dias. Não queríamos provar nada em relação a nossa capacidade, não queríamos ser alvos de “superação”, mas sabemos que a sociedade ainda insiste em nos colocar como “incapazes”. Enquanto eles têm está visão sobre nós, estamos aqui, interessados em quem vai nos estender as mãos, quem está disposto a somar. Se acreditam ou desacreditam em nós, só queremos deixar bem claro que… estamos casando, trabalhando, votando, e agora nos expressando, sim, esse texto foi feito por nós”- Roni, autodefensor.

“Passa um mês passa dias passar anos nós sempre Nós lutando pela igualdade Sem medo Com fé e perseverança Nós sempre bem seremos” – Lucas, autodefensor.

“A deficiência não está em que tem e sim no preconceito que outras pessoas tem aos nos vê ou ao falarmos sobre o assunto,a deficiência muitas vezes está ligadas a outras pessoas e não a nos” – Tais, autodefensora.

Sozinhos podemos ir até mais rápido mas juntos vamos mais longe! Que essa luta não comece ou termine nesse dia 21.09 mas que esteja presente em todos dos dias!

Una-se a nós nesta batalha para um mundo mais diverso, mais acessível e mais inclusivo!

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Setembro Amarelo: apoiamos a campanha!

Dica importante: Se você não conseguir entender esse texto, peça ajuda para alguém da sua
confiança, ler junto com você. Tenha uma ótima leitura :)!

Segundo a Organização Mundial de Saúde a cada 40 segundos o suicídio causa morte no mundo.

A maioria das pessoas com deficiência intelectual sofrem preconceito, tem baixa autoestima e não tem apoio de ninguém. As vezes podem estar tristes por pressões e não serem compreendidas pelo mundo. Podem chegar ao desespero e pensar em encerrar a dor que sentem cometendo o suicídio.

Pode ser sim que você fique triste por algum motivo, por isso busque ajuda de amigos, familiares, psicólogos ou alguém que você confia.

Evite falar:

“É uma fase e vai passar!”
“Levante dessa cama!”
“Tem gente pior que você não seja ingrato(a).”
“Depressão é frescura. Vai procurar o que fazer.”
“Você tem tudo e ainda fica assim!”

Essas falas não ajudam em nada.

Ajude a pessoa estando presente com ela, ouça sem julgamentos, mesmo distante fisicamente tente estar perto de alguma maneira, pelas redes sociais, ligando.

Tente valorizar e falar dos pontos positivos da pessoa. Mostre a ela que vida não acaba ali e que ainda tem muita coisa para acontecer.

Se você precisar de ajuda e não quer se identificar ligue para Centro de Valorização a Vida pelo número 188

Nós apoiamos o setembro amarelo!

Texto com narrativas de Lucas, Stephanie, Ronie e Daniel

Créditos da imagem: Mundo vetor criado por freepik – br.freepik.com

Vocês já ouviram falar de Bullying?

Dica importante: Se você não conseguir entender esse texto, peça ajuda para alguém da sua
confiança, ler junto com você. Tenha uma ótima leitura :)!.

É quando uma pessoa ataca outra pessoa com palavras pesadas. Tudo isso é para fazer com que fique triste, tipo assim:

Se você é uma pessoa que usa cadeira de rodas, a pessoa vai fazer você ficar triste, só porque você usa a cadeira de rodas.

E assim, o bullying acontece com outras pessoas, só por causa das suas diferenças.

A pessoa que pratica o bullying, ela pode ter visto alguém fazendo isso com outra pessoa, e achou isso legal, mais sabemos que isso não é legal, isso é falta de educação.

Um ou mais alunos xingam, batem ou acaba deixando o colega da sala de aula sozinho, e pra piorar, coloca apelidos pesado.

Isso não é legal, porque a pessoa que fica colocando esses apelidos, achando isso normal, mas sabemos que não é.

Quando alguém fazer isso com você, procure a professora e ou a diretora. Sabemos que não é fácil contar, pois ficamos com medo, se não contarmos pra alguém da escola, vamos para casa e então contamos pra alguém da nossa família pra isso acabe de vez.

EXPERIÊNCIAS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL QUE PASSARAM PELO BULLYING

Fatos reais:

 “Eu, Katia sofria bullying na escola quando tinha 4 anos, eu fui chamada de gorda e idiota por todos os colegas da escola e fui chorar no banheiro por ter o coração partido por ter deficiência intelectual” – Katia

“Um dia minha mãe foi na escola quando eu era pequeno, eu tinha na faixa de 5 anos de idade a diretora foi falar sobre o meu comportamento como era muito agitado porque eu não acompanho as aulas e a diretora que estava falando com a minha mãe eu estava do lado dela, ela me xingou de tudo que é tipo de nome, isso é preconceito! tem mais também na quarta série eu repeti e fiquei na sala do recuperar que tinha antigamente e não consegui acompanhar. Também por isso era chamado de doido debiloide porque eles não entendiam como que eu era e sou deficiente” – Wellington

“Eu sofria bullying Porém na escola porque eu tenho uma deficiência intelectual O pessoal me excluía do grupo trabalho da escola Aí eu tomei coragem e falei para minha mãe e minha mãe foi buscar informações com a diretora da escola Sempre buscar o seu direitos Como ser humano e como uma pessoa com deficiência intelectual leve” – Lucas

“Eu sofri bullying na escola quando eu estudava o pessoal me chingava e falava que eu era gorda” – Marina

“Quando estava na escola, no sétimo ano, umas das mulheres que trabalhava na diretoria, entrou na sala de aula com papéis em mãos e disse…

– Quem é o Roni?

Então eu disse…

– Sou eu, meu tímido  pensando que tinha aprontado alguma coisa.

Como ela tinha a fama de ser uma profissional muito brava, todos ficaram em silêncio.

Foi então que ela falou na hora errada e no momento errado.

– Roni, neste papel diz que você tem deficiência intelectual.

Tudo isso na frente de 45 alunos de uma escola pública.

Eu levantei, peguei o papel, e ela saiu da sala sem me falar mais nada.

Foi aí que um dos meus “amigos” pegou o papel da minha mão e disse…

– Há, sabia que o Roni é louco, ele tem deficiência!.

Aquilo me marcou, fiquei pensando o porque a aquela mulher da diretoria não me chamou pra conversar em particular, fiquei com muitas dúvidas.

Aquilo me marcou, fiquei sem entender, não contei pra ninguem oque tinha acontecido comigo. Hoje, já superei tudo isso que me aconteceu, por onde passo, faço meio que um papel de educador da sociedade, mostrando que nós pessoas com deficiência intelectual, podemos fazer tudo se for estimulados e acreditados, podemos sim ter autonomia, mesmo que não acreditam na nossa capacidade”-  Ronie

“Quem disse que bullying é legal?”

Autores:

Katia Ruas Patrício

Lucas Silva Bueno de Camargo

Karina Vitória Silva Bueno de Camargo

Marina Galvão Romboli

Ronie Vitorino Pires de Novais

Wellington de Melo


Créditos da imagem: Pessoas vetor criado por pikisuperstar – br.freepik.com

A violência contra a mulher

A violência doméstica acontece entre duas pessoas, elas podem ser casadas ou não, viver juntas, separadas ou até namorar, podem também ser do mesmo sexo. 

As vítimas podem ser ricas, pobres, ter qualquer idade.  

Em muitos casos, a violência acontece contra a mulher, ela acaba sendo maltratada, sendo humilhada e sofrendo agressões físicas e psicológicas, às vezes acontece até morte.  

Precisamos entender que não se deve fazer violência doméstica com as mulheres e com ninguém. O que mais tem no Brasil é violência doméstica. Precisamos acabar com ela. 

Todos os homens hoje em dia precisam aprender a respeitar as mulheres. Precisamos aprender a respeitar o próximo.  

Caso você sofra alguma violência, entre em contato com as autoridades e não tenha medo, eles podem ajudar você, tem profissionais bons para isso.  

Você pode ligar na central de atendimento da mulher que é o 180 ou até ir na delegacia da mulher.  

Autores: 

Ana Julia Fernandes 

Vitoria Rosa de Paula  

Philippe Crawford Barrionuevo C. Freitas  

Daniel Chusyd 

Alexandro dos Santos Ribeiro 

Raquel Ferrari Brochini 

Créditos da imagem: Mulher vetor criado por pikisuperstar – br.freepik.com